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Rodrigo Naves - Evidência e dissolução
01/01/1989

"Poucas vezes a obra de um artista brasileiro soube incorporar com tanta grandeza os dilemas e impasses da arte contemporânea como a obra de Eduardo Sued. Nunca, como hoje, os velhos elementos constitutivos da pintura depararam com uma situação tão adversa: cores que não tragam dúvida de fundo sobre a veracidade de sua aparência, dificilmente podem surgir com autenticidade; estruturas e formas precisam, a cada instante, sustar sua tendência a conduzir tudo a uma boa ordem – inevitavelmente postiça em nossos dias – sem no entanto deixar de estruturar e formalizar; formatos oscilam incertos entre sua extensão física e a dimensão sensível dos trabalhos, com verticais que não ascendem e horizontais que não repousam; e até as tintas se movem, indecisas, entre a neutralidade de simples veiculação e a insinuância do objeto. Em suma, vivemos num mundo que tornou a percepção tão problemática que qualquer compreensão unívoca ou simplesmente entusiasmada dos elementos pictóricos pode passar por ingenuidade, quando não corre o risco de ser apenas hipocrisia".

NAVES, Rodrigo. Evidência e dissolução. In. PRECISÃO: Amilcar de Castro, Eduardo Sued, Waltercio Caldas. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1994. p. 65 [Texto publicado originalmente no Catálogo Galeria Luisa Strina. São Paulo, 1989.]

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