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Paulo Sergio Duarte - Cores como vetores de força
01/04/1999

"Afasta-se de um projeto racionalista puro para se aproximar cada vez mais de um exercício empírico onde ocorrem surpresas como elementos recortados, máscaras e materiais estranhos que vêm aos poucos se incorporar à pintura. Agora, os elementos que se agregam à tela chegam a um certo brutalismo. Trata-se de uma corajosa violência simbólica praticada pela linguagem dessa pintura. Primeiro, com relação à sua própria história que não cessa de questionar. E esse questionamento não se dá através de indagações evasivas, de uma interrogação pelas bordas, mas de um confronto, às vezes brutal, consigo mesma, como se estivesse sempre se perguntando sobre os próprios limites. Segundo, assinala e delimita um campo de tensão no interior da própria pintura contemporânea e suas relações com a história da arte moderna.

(…)

Obras como as de Eduardo Sued são a própria evidência poética de como funciona o tempo da cultura moderna. A noção complexa de história que está embutida na obra, vê o tempo muito mais como o corte geológico das camadas que se acumulam, umas sobre as outras, apresentando cada uma suas próprias características e sucessivas descontinuidades em relação às outras. Seu vigor e poder poéticos, residem, sem dúvida, nessa capacidade de captar as características do tempo moderno e incorpora-las como o próprio método da pintura. Quanto mais avança na busca de seus próprios limites, mais ela mobiliza visualmente os elementos históricos de seu passado".

DUARTE, Paulo Sergio. Cores como vetores de força. In: SUED, Eduardo. Eduardo Sued. São Paulo: Galeria de Arte São Paulo, 1999. p. 6-7.

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