Paulo Sergio Duarte - Cores como vetores de força
01/04/1999 "Afasta-se de um projeto racionalista puro para se aproximar cada vez mais de um exercício empírico onde ocorrem surpresas como elementos recortados, máscaras e materiais estranhos que vêm aos poucos se incorporar à pintura. Agora, os elementos que se agregam à tela chegam a um certo brutalismo. Trata-se de uma corajosa violência simbólica praticada pela linguagem dessa pintura. Primeiro, com relação à sua própria história que não cessa de questionar. E esse questionamento não se dá através de indagações evasivas, de uma interrogação pelas bordas, mas de um confronto, às vezes brutal, consigo mesma, como se estivesse sempre se perguntando sobre os próprios limites. Segundo, assinala e delimita um campo de tensão no interior da própria pintura contemporânea e suas relações com a história da arte moderna. |