Leon Kossovitch e Mayra Laudanna - Abstratos-Concretos
02/02/2000 "Também adepto de questões construtivas, Eduardo Sued chega a um construtivismo por caminho diferente do de Lygia Pape. Afirma que Klee, Picasso e Mondrian condicionam sua percepção, permitindo-lhe entender a liberdade na aproximação das coisas do espaço, sempre suscetíveis, por isso, de reavaliação. Pensando desde os anos 40 as obras de artistas da Bauhaus, após sua volta da viagem européia de estudos em meados dos anos 50, passa a, como diz, organizar seus conhecimentos. Por isso, Eduardo Sued não se alinha com as discussões dos concretistas e neoconcretistas do Rio de Janeiro; sua direção é outra, sempre avessa a normas. Para Sued, a matemática é modelo de clareza de pensamento e disciplina aplicada à forma, o que não implica, porém, que sua produção de obras seja assistida pela mesma matemática. Sued constrói, nos anos 60, obras que classifica sob o nome "construtivismo dialético", nas quais, como em sua obra pictórica, nega as aparências da visão".
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